Nas cobranças veementes pela eliminação na Copa Verde, os novatos tiveram noção do que é jogar no Remo. Agora, tratam de descobrir antecipadamente que é jogar um Re-Pa.
O time azulino ainda não engrenou, mas sua construção está fluindo. Há bons sinais de identidade tática e até algumas jogadas ensaiadas, que serão muito importantes no clássico, mas não tanto quanto a atitude competitiva.
Se associar as virtudes técnicas e táticas a um espírito de aguerrimento, o Leão estará no seu máximo. Sim, porque o time bicolor precisará ser necessariamente aguerrido.
Além disso, a larga possibilidade de campo encharcado indica mais ainda um jogo físico. Nessa hipótese, lances de bola parada serão preciosos. Seguramente, os técnicos Rodrigo Santana e Luizinho Lopes vão investir alto em cobranças de escanteios e de faltas.
Chuva
Meteorologia prevendo chuva forte em Belém das 13h às 18h. Essas previsões tornam-se mais seguras à medida que o dia se aproxima. As comissões técnicas de Remo e Paysandu precisam ficar atentas. Afinal, o tempo vai determinar as condições do campo e as circunstâncias do jogo. A preparação tem que ser com esses cenários.
Defesa
O goleiro Marcelo Rangel chega “virgem” ao Re-Pa, sem ter tomado um único gol no Estadual. O Remo só foi vazado pelo Capitão Poço, no empate em 2 a 2, quando o goleiro era Léo Lang. Xodó da torcida remista, o paranaense Marcelo Rangel completou 50 jogos pelo Leão na vitória sobre o Santa Rosa.
Fenômeno
Ao esgotar a venda de arquibancadas para o Re-Pa com 5 dias de antecedência, o Remo teve a prova de que sua torcida superou o impacto da eliminação na Copa Verde. Só restam cadeiras para o lado azulino.
Limitação
O público para o Re-Pa foi limitado em 47.500 pessoas. Essa foi uma das decisões tomadas em reunião do Ministério Público com as instituições envolvidas no evento, inclusive a Polícia Federal, que passa a integrar o grupo.
Coluna de Carlos Ferreira, O Liberal, 19/02/2025