Tuna 0×3 Remo (Ytalo e Maxwell) – Foto: Samara Miranda (Clube do Remo)
Tuna 0×3 Remo (Ytalo e Maxwell) – Foto: Samara Miranda (Clube do Remo)

Com o Campeonato Paraense paralisado por tempo indeterminado devido problemas na inscrição de atletas, os atletas acabam saindo um pouco do foco principal para dar lugar aos “homens do direito”, ou seja, os advogados dos clubes e também do Tribunal Esportivo, onde cada um busca apresentar seus argumentos baseados em diversos artigos da lei desportiva.

Entre as equipes envolvidas neste cenário, o Clube do Remo aguarda seu julgamento que está marcado para a próxima quarta-feira (12/03), juntamente com o Bragantino, às 17h, na 3ª Comissão Disciplinar do TJD-PA, que poderá resultar em punição para ambas as equipes, incluindo a perda de 6 pontos devido à escalação irregular de jogadores, assim como aconteceu com Capitão Poço e Tuna, punidos com a retirada de 18 e 7 pontos, respectivamente.

Diretor jurídico azulino, o advogado Gustavo Fonseca se manifestou sobre o caso que tem gerado diversas incertezas entre os torcedores.

“Não há infração. Penso que as desculpas são devidas por quem causou tamanho ataque ao campeonato”, prosseguiu.

No entendimento de Gustavo, há um erro na discussão entre os procedimentos já citados.

“O que se está discutindo atualmente é o fato de atletas amadores precisarem de inscrição para jogar o Estadual quando nem mesmo para a Copa do Brasil seria necessário. Está se colocando o regulamento do Estadual (com previsão equivocada) acima da Lei”, afirmou.

“Se o regulamento permitir, por exemplo, atos tidos como ilegais pela Lei, isso tornaria o ato legal? Óbvio que não. E quanto aos atletas? Os atletas oriundos das categorias de base possuem a prerrogativa de participar das partidas sem inscrição, até mesmo como incentivo à formação de atletas da base. Um regulamento assim poderia tirar o direito desse atleta?”, indagou.

Gustavo Fonseca lembra que logo no início da temporada, o TJD-PA se posicionou de forma favorável a alteração na inscrição de jogadores estrangeiros, sob argumentação de “adequação a legislação e ao previsto pela CBF”.

“Por que no presente caso também não foi assim?”, argumentou o advogado azulino, lamentando a paralisação do Campeonato Paraense.

“O campeonato perde importância, relevância e audiência”, apontou.

“Os clubes que receberiam metade das rendas dos jogos da fase final (contra Remo e Paysandu) estão prejudicados”, concluiu.

Sem jogos pelo Parazão, o Leão volta suas atenções para a Copa do Brasil. Nesta terça-feira (11/03), o time azulino entra em campo para enfrentar o Criciúma (SC), pela 2ª fase da competição, com transmissão ao vivo pelo Amazon Prime Video. Clique aqui para experimentar grátis por 30 dias.

Diário Online, 08/03/2025

7 COMENTÁRIOS

  1. O advogado do Remo, não quer entender, mas, interpretar a lei, embola tudo. No direito, por mas que pareça uma bagunça, tem hierarquia. O Urubu de baixo, não é para acertar o de cima, porem, as vezes acontece, ilegalidade. Acredito que a constituição do futebol no Brasil é a CBF, se a FPF, junto com os clubes tentou burlar, todos são culpados, puni todos, mas, como a FPF é a organizadora, responsável, deve levar a maior pena, talvez ate intervenção para não fechar.

  2. Regulamento da CBF veda, mais a federação paraense tem que fazer as cagadas dela, e o que é pior é os clubes aceitarem

  3. Confesso não entender esse tipo de situação. Mas, na minha opinião, se proceder todas essas denúncias de irregularidades, como pode uma federação acatar a inscrição do clube e de seus atletas com todas essas irregularidades? O que fazem aqueles que trabalham na federação com esse serviço, que não passam para os clubes esses normativos e, pior, aceitam as inscrições? Se, de fato, os clubes perderem os pontos, acho que a responsabilidade não é dos clubes e sim uma irresponsabilidade e incompetência da federação. Seria mais um atestado de o quanto fraca.

  4. Tbm não entendo,mas,só sei dizer que essa manobra toda tem uma boa finalidade:BENEFICIAR AS CALOTEIRAS DO NORTE,acreditem!!!!

  5. Tão fazendo de tudo pra beneficiar o Paysandu como ano passado, a imprensa paraense enche a bola desse timinho!

  6. Pelo o que eu enterdi, a questão e que o jogador não foi inscrito no campeonato, mas pela CBF por ser da categoria de base não precisa.

    • O jogador foi inscrito normalmente.
      A questão é a idade mesmo.
      Pela CBF pode jogar com contrato amador até 20 anos, pela FPF não pode.

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