Rodrigo Santana – Foto: Samara Miranda (Clube do Remo)
Rodrigo Santana – Foto: Samara Miranda (Clube do Remo)

Atual líder isolado do Campeonato Paraense, o Remo terá o grande teste de fogo neste domingo (23/02), por ocasião do clássico contra o Paysandu, válido pela 7ª rodada da 1ª fase da competição. Para fazer jus à condição de favorito ao título, os azulinos precisam desbancar o maior rival, em uma disputa onde a experiência e a maturidade fazem toda a diferença, ainda que o elenco azulino esteja longe de ser formado por “veteranos em Re-Pa”.

Do atual grupo, apenas 4 jogadores já disputaram o clássico – o goleiro Marcelo Rangel, os volantes Jaderson e Pavani e o atacante Ytalo. Nenhum deles, no entanto, teve a oportunidade de vencer.

O próprio técnico Rodrigo Santana, que comanda o Remo desde a Série C do ano passado, ainda não experimentou a emoção do clássico, mas garantiu estar preparado, com o time ajustado para atacar e se defender.

“O trabalho segue firme, bem forte, em uma semana muito boa. A rapaziada está conseguindo entender a atmosfera do clássico e o que a torcida exige. Os jogadores se identificaram muito rápido com o clube e entenderam nossa forma de jogar. Precisamos fazer um jogo inteligente e equilibrado”, disse ele, que já tem definida a formação tática azulina.

“A gente tem uma ideia clara de jogo. A gente tem que seguir o que está dando certo. Estamos fazendo uma boa competição, mesmo sabendo que clássico é uma competição à parte. Precisamos manter nossas convenções e entender que, se conseguirmos impor nosso ritmo e não mudar as características de jogo, poderemos ter um bom resultado”, comentou.

Ao que tudo indica, o time não terá grandes mudanças, mas um rodízio de atletas adaptados às mais diversas funções que uma partida tão importante exige.

“Quando você tem peças de reposição à altura, com certeza, no decorrer da partida, ao ver que o adversário está mais exposto ou cansado, você tem peças para entrar e fazer a diferença, com mais força. Por outro lado, tem jogador que a gente usa quando o jogo está mais aberto, precisa de mais espaço para produzir. Tudo depende do adversário”, explicou.

Sobre os estreantes no Re-Pa, o comandante já deu o recado a quem vai pela primeira vez, incluindo ele próprio.

“A gente tem um grupo muito franco em relação a comunicação. A maioria já teve suas experiências em clássicos e sabem o que podem ou não podem fazer. Isso exige uma preparação mental, física e tática para que a gente consiga trazer essa alegria que o torcedor tanto quer e manter a nossa liderança na competição”, encerrou.

O Liberal, 21/02/2025